Estado Brasileiro não é pois, de modo algum, um poder que se impôs à sociedadede fora para dentro; tampouco é “a realidade da idéia moral”, nem ” a imagem e a realidade da razão “. É antes um produto social brasileiro, quando esta chega a um determinado grau de desenvolvimento; é a confissão de que essa sociedade brasilis se enredou numa irremediável contradição com ela própria e está dividida por antagonismos irreconciliáveis que não consegue conjurar. Mas para que esses antagonismos, essas classes com interesses econômicos colidentes, estagnadas na evolução social, comportamental, relacionamento humano, não se devorem e não consumam a si próprias numa luta estéril, faz-se necessário um poder colocado aparentemente por cima da sociedade, chamado a amortecer o choque e a mantê-lo dentro dos limites da “ordem e progresso”. Este poder, nascido da sociedade, mas posto acima dela se distanciando cada vez mais, é o Estado. Agora, o Estado é constituido de burocratas, cada agente público com uma tarefa, seriam eficientes e eficazes observando a vida que o brasileiro leva? O que é preciso para a sociedade fazer a fim de reverter o quadro atual e passarmos a um primeiro mundo, a um verdadeiro Brasil merecido.
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